Domingo da Santa Cruz

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FAITHBOOK – ORTHODOXY

Domingo da Santa Cruz

Fonte:

http://www.orthodoxportugal.org/pt/?p=178

ORTHODOX PORTUGAL

Se durante a primeira parte da Quaresma, o nosso esforço foi centrado sobre a nossa própria purificação, é-nos dado agora de realizar que essa mesma não seja um fim; mas deva-nos conduzir à contemplação, à compreenção e à apropriação do mistério da Cruz.

O próprio Senhor nos ensina, neste Evangelho de S. Marcos, com as seguintes palavras:- “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e toma a sua cruz, e siga-me” (Marcos 8:34).

Irmãos em Crisro, disse-vos na homília do ano passado e repito-o novamente: não pudemos seguir a Cristo, se não tivermos a Sua Cruz, aquela que Ele carregou para nos salvar. É a Sua Cruz e não as nossas, (por mais pesadas e sofridas que elas sejam), que nos salvarão.

Com veneração escutemos êste extracto de uma homília, – que traduzi, – de São Simeão o Novo Teólogo:

“Para os cristãos, a Cruz é magnificência, glória, poder: de facto todo o poder deriva d’aquela na qual foi crucificado; todo o nosso pecado e a nossa propensão para pecar são mortificados pela morte de Cristo sobre a Cruz. Toda a nossa exaltação, toda a nossa glória reside na humildade de Deus que se humilha Ele mesmo a desejar morrer entre malfeitores e ladrões. É por essa razão que os cristãos que crêem fazem o sinal da Cruz, não de uma manheira banal, distraída; mas sim com cuidado, com grande sagacidade d’espírito, com temor e tremor, com extremo respeito; porque a imagem da Cruz é o sêlo da reconciliação, da renovada amizade entre Deus e os homens. É por isso que os próprios demónios, êles mesmo, temem a imagem da Cruz e não podem suportar o sinal da Cruz, mesmo esboçado no ar, êles fogem imediatamente, sabendo que a Cruz é o sinal da amizade entre Deus e os homens e que êles , anjos apostadas, inimigos de Deus, banidos para longe da Sua face, não têem mais a liberdade de se aproximar nem de tentarem aqueles que estão reconciliados com Deus, e que se uniram a Ele. E se os maus anjos parece tentar certos cristãos, compreendamos que êles lutam contra aqueles que verdadeiramente não se apoderaram do sublime Mistério da Cruz. De facto, aqueles que compreenderam esse Mistério, que fizeram a experiência da autoridade e do poder da Cruz sobre os demónios, sabem bem que a Cruz mune as suas almas de força, de poder, de convicção e de sabedoria divinas. Em sua grande alegria, êles exclamam:- “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na Cruz do nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gálatas 6:14)”.

O sinal da Cruz, é portanto neste ponto grande e formidável; todo o cristão deve-o fazer com temor e tremor, respeito, fervor e não de maneira banal, rotineira, despachada, sabendo que é na proporção do respeito, que êle testemunhar perante a Cruz que obterá a força e o socorro de Deus. A Ele seja dada toda a glória e domínio para sempre. Amen.

Monge Filipe (Ribeiro),

paróquia de Todos os Santos, Lisboa.

Domingo da Santa Cruz, Quaresma 2011.

 

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